Este projecto nasce com uma forte amizade que já dura para lá dos 10 anos, na altura jovens imberbes com aptidão para a cozinha. Contudo, a amizade cresceu, o gosto pelos cozinhados também, e cresceram também os quilos que a balança teima e mostrar. Numa das muitas e longas conversas que ao longo de todo este tempo foram tendo lugar mais ou menos com a mesma regularidade surge a ideia de criar um projecto. Inicialmente a ideia passava por algo diferente, o Miguel desde cedo teve o gosto pelos livros ao passo que o André por seu lado, a sua grande paixão sempre foi o vinho. Jovens e inocentes, cheios de sonhos e projectos, sempre pensaram em abrir uma livraria-café/bar onde os clientes pudessem entrar, sentar olhar a vista sobre o rio (Tejo ou Douro), pedir um copo de vinho e ler um pouco. Com o passar dos anos o projecto foi ficando na gaveta à espera da altura certa, sem nunca sabermos bem quando esta iria chegar, se é que vai chegar e deixar de ser um projecto/sonho. É graças a grande amizade existente que os dois vão partilhando confidências, desabafos e até receitas. A ultima das quais, é a do bolo de maçã. O André experimentou esta receita e partilhou-a com o Miguel, ele resolveu experimenta-la e adorou-a, ele e toda a gente que a provou. Assim, numa daquelas conversas pelo telefone, sonharam com o lançamento de um livro de receitas, mas no imediato o blog é o mais fácil de conseguir. Talvez um dia este blog saía da Web e ganhe a consistência física do papel.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sopa de Peixe - Miguel

Olá a todos, a receita que hoje gostaria de partilhar com vocês provém da vontade que tinha já há algum tempo de fazer Sopa de Cação, já que o meu pai fala muita vez da maravilhosa Sopa de Cação que comeu em tempos no Alentejo! Confesso que não lhe consegui fazer a famosa sopa, uma vez que não encontrei Cação, nem no mercado da minha zona, quer no supermercado!... Mas, quando perguntei na peixaria do mercado sobre um peixe bom para o efeito, a senhora disse-me para levar Tintureira, que seria muito similar e que faria uma sopa de peixe igualmente boa.

Aproveitei que me torceram um raminho de Poejos do Alentejo e lancei mãos à obra! Investiguei em vários sites e blogues sobre uma receita de sopa de Cação mas, infelizmente, não houve nenhuma que me satisfizesse a 100%... Assim, esta minha receita de Sopa de Peixe advém da junção e da adaptação das várias receitas que consultei.

Espero que gostem…


Ingredientes:

4 Postas de Tintureira
1 Folha de Louro
2 Gemas
1 Litro de Água
1 Cebola grande
3 Dentes de Alho
1 Colher de sopa de Farinha
2 Colher de chá de vinagre
Pão Alentejano (fatiado) q.b.
Sumo de um Limão
Azeite, Sal, Pimenta, Poejos (ou coentros) qb

Confeção:

Numa panela, adicione a Água, um fio de Azeite, Sal e a Tintureira. Quando começar a ferver, deixe em lume brando cerca de 5/7 minutos ou até o peixe estar no ponto. Quando estiver cozido, com a ajuda de uma escumadeira, retire a tintureira e reserve.

Entretanto pique a Cebola e os dentes de Alho, em seguida, num outro tacho (eu usei um tacho de barro), coloque mais ou menos quatro colheres de sopa de Azeite, a Cebola e os Alhos finamente picados e a folha de Louro. Ligue o lume e faça um refogado ligeiro, acrescentando de seguida metade da Água de cozer a tintureira e um raminho de Poejos.

Enquanto o preparado anterior não ferve, numa tijela junte a Farinha, as colheres de Vinagre e uma concha da Água de cozer a tintureira e com a ajuda de uma vara de arames desfaça bem a farinha. Adicione de seguida ao tacho da sopa e deixe cozinhar a farinha fervendo sempre em lume brando, uns minutos. Vá agora adicionando aos poucos o restante caldo de cozer o peixe.

Entretanto, numa outra tijela desfaça as gemas numa concha de sopa e acrescente à sopa, deixe cozinhar mais uns cinco minutos e retifique os temperos.

Torre as fatias de pão e vá dispondo-as num pirex fundo, coloque o peixe por cima do pão e verta a sopa em seguida, regue com sumo de limão a gosto e embeleze com um raminho de poejos por cima. (ver montagem abaixo)

Et Voilà - Bon Appétit


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Baked Cheesecake (Cheesecake Cozido) - Miguel

Olá a todos. Hoje não vos trago uma sobremesa, mas sim: A SOBREMESA!

É verdade, para mim este cheesecake é o Ferrari das sobremesas!...

Confesso que sou um fiel seguidor do programa MasterChef Austrália e, num dos episódios da terceira temporada, os concorrentes receberam a visita de Donna Hay, uma Cozinheira-Chef australiana. Não a conhecia mas fiquei desde logo a adorar a simplicidade da sua postura e as delícias que apresentou no programa. Claro que, depois, vasculhei o seu site de receitas e a página do Facebook. Sem dúvida, ela ganhou mais um fã!

No episódio em que entrou, Donna Hay fez a receita de Baked Cheesecake. Deixem que vos diga que o aspeto ficou para lá de apetitoso! Eu disse logo aos meus botões: vou ter de fazer esta sobremesa. Assim, pouco tempo depois, aproveitei a ocasião de o meu irmão fazer anos e fiz o cheesecake. Acreditem: simplesmente, desapareceu num instante! O aspeto estava a chamar por nós e, não querendo gabar-me, ficou com um sabor suave, aveludado, diferente de algo que alguma vez havia provado ou dado a provar.

Façam esta sobremesa e surpreendam todos os vossos amigos, eles vão simplesmente adorar!

(Nota importante: Faça esta sobremesa de um dia para o outro, ou pelo menos com algumas horas de antecedência, é muito importante que o cheesecake seja servido bem fresquinho)


Ingredientes para o Creme:

330g Creme de Queijo (tipo Filadelfia)
500g Queijo Fresco Ricotta
4 Ovos
295g Açúcar
60ml Sumo de Limão
1 Colher de sopa de raspa de Limão
1 Colher de chá de Extrato de Baunilha
1½ Colher de sopa de Amido de Milho (Farinha Maizena)
1½ Colher de sopa de Água

Ingredientes para a Base:

40g Farinha de Amêndoas
105g Farinha de Trigo com Fermento (eu uso Branca de Neve azul)
55g Açúcar
90g Manteiga (em quadrados)

Pré-aquecer o forno a 150º.

Confeção da Base:

Numa taça coloque: a Farinha de Amêndoas, a Farinha de Trigo, o Açúcar e a Manteiga.

Em seguida amasse todos os ingredientes com as pontas dos dedos até obter uma massa consistente e áspera. (Convém não ter as mãos muito quentes; se necessário, passe-as antes por água fria).

Numa forma com abertura, forre com papel vegetal o fundo e unte bem os lados com manteiga, acrescente a massa e pressione de forma a fazer uma cama. Se necessário, use a parte traseira de uma colher ou o fundo de uma chávena e pressione bem a mistura na base.

Leve ao forno durante 20/30 minutos ou até que fique dourada.

Retire do forno para que arrefeça um pouco e reserve.

Confeção do Creme:

Num triturador coloque: o Creme de Queijo, o Queijo Fresco Ricotta, os Ovos, o Açúcar, o sumo de Limão, a raspa de Limão e a Baunilha.

Numa tigela de sopa junte o amido de milho e a água e mexa bem até ficar homogéneo, adicionando depois aos restantes ingredientes.

Ligue o triturador e deixe que os ingredientes se envolvam e formem um creme bem homogéneo.

Unte novamente as laterais da forma e verta o recheio sobre a base. Toque na lata levemente para retirar as bolhas de ar ou use uma colher para que saia o máximo de ar possível do creme.

Leve ao forno durante uma hora. Depois desligue o forno e deixe ficar o cheesecake no seu interior mais uma hora, com a porta fechada.

Retire e leve ao frigorífico até arrefecer completamente. Sirva, com fruta a gosto, eu usei fruta da época (Morangos, Amoras, Framboesas e Mirtilos) como não podia deixar de ser.

Et Voilà - Bon Appétit

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cozinha Sentimental - Crónica I


… de Setembro de 2013

Comer com Pauzinhos

“Macacos com agulhas de tricô não teriam parecido mais ridículos do que nós, comentou um dos elementos de um grupo de americanos de visita à China, em 1819.”
Olá!

Emprestaram-me um livro delicioso: A história da invenção na cozinha, da britânica Bee Wilson. A frase de cima pertence-lhe e o livro vai servindo de inspiração para as minhas primeiras consultas gastronómicas neste querido blogue, pequenas reflexões decoradas com sentimentos agridoces, que entrarão pelos vossos paladares adentro, ciberneticamente apenas, claro, enquanto houver tema de conversa e vontade de todos os lados. Boa? Boa.

Não tenho nada contra os macacos tricoteiros e tenho a certeza que mais depressa um macaco aprenderia a tricotar do que eu a comer com pauzinhos. Detesto. Não tenho jeito nenhum, não gosto. No entanto, gosto bastante de ir ou de mandar vir do chinês (excetua-se o arroz, porque o meu é muito melhor do que o arroz insípido dos restaurantes chineses que já experimentei). E estou a adorar a comida japonesa que vou provando. Verdade. Agora, irrita-me bastante quando, sentada à mesa de um restaurante asiático, peço talheres e o empregado me responde com um olhar de desdém ou, pelo contrário, pleno de compaixão, por vezes retorquindo: - Tem a certeza? Não gostaria de experimentar? Posso trazer-lhe uns pauzinhos de principiante, com elástico… É muito simples. Brrrrr, fico piursa. Respiro fundo, como que meditando sobre o assunto e insisto, perentoriamente, com o empregado: - Por favor, traga-me talheres: garfo e faca. E uma colher. Obrigada.

É o que sinto, desculpem-me os aficionados. Admiro-os quando manejam com destreza “as agulhas de tricô”. Consta no livro da Bee Wilson que, socialmente falando, os pauzinhos são mais pacíficos e harmoniosos que o garfo e a faca, essa esquartejadora de alimentos que não devia aparecer em público. Bom, sendo assim, gosto de ser descarada, pronto. E até corto com jeitinho, antecipando o prazer que me vai dar saborear aquele pedaço da salmon party!... Se não fosse a faca, teria de engolir um grande naco, correndo o risco de me engasgar ou de engolir sem mastigar!...

Cada macaco no seu galho. Enquanto puder, pelo menos nos restaurantes e nas casas situadas no Ocidente, comerei com faca e garfo, tenham paciência…

Já agora, até se pode comer sardinhas com pauzinhos, né? Eu prefiro-as no pão saloio, à mão, acompanhadas de uma colorida salada de pimentos, à garfada!

Até ao próximo sabor, nesta nossa cozinha sentimental, vivam bem, comam melhor!

Sissi

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

! ! ! NOVIDADES ! ! !

Olá a todos, achamos que está na altura de dar uma nova vida ao nosso blogue. Já temos receitas, truques, dicas e sugestões… Pensámos então em algo novo e diferente, claro que não podíamos fugir muito ao tema da nossa paixão: A Cozinha.

Pois que num dos muitos debates que tivemos sobre como melhorar e inovar a nossa “Receita Partilhada”, decidimos fazer um desafio a uma amiga, amiga essa dotada não só com dotes culinários como de maravilhosos dotes literários.

Então propusemos-lhe um desafio, que será a grande novidade do nosso/vosso blogue. Vamos dar início às crónicas:


Os temas são livres e de inspiração da autora. Ela, todos os meses, deliciar-nos-á com apetitosos textos.

Espero que gostem e que fiquem tão desejosos quanto nós pela chegada de uma nova crónica.

Estejam atentos que, logo, logo, publicaremos a primeira Crónica da Sissi.

Beijos & Abraços

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Figos – Miguel

Olá a todos, não posso deixar de partilhar com vocês o que se passou ontem.

Perto da hora de jantar o meu vizinho do lado bateu à porta e ofereceu-nos quatro figos acabados de colher no seu pomar, 100% biológicos, claro!

Deixem que vos diga, eram maravilhosos, sem dúvida os melhores figos que comi nos últimos tempos!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Restaurante "Águia D'Ouro" - VIZELA

Olá a todos, como já dissemos anteriormente: este Blogue não se cinge só a debitar receitas, serve também para mostrarmos o que de melhor Portugal tem em termos gastronómicos.

Desta vez gostávamos de vos apresentar um restaurante numa terra não muito grande mas muito simpática e com gentes que fazem jus ao norte de Portugal – VIZELA, terra situada no distrito de Braga.

Temos aquela velha máxima que diz “No Norte é que se come bem”. Não dizemos que não seja verdade, mas a Sul de Portugal também há manjares e iguarias que, passemos a expressão popular, “de comer e chorar por mais.”

Pois bem, o restaurante que hoje gostaríamos de vos dar a conhecer é:

Restaurante Águia D'Ouro

 (imagem retirada do Site: www.cm-vizela.pt)

Um restaurante simpático, com classe, acolhedor, onde somos servidos por empregados simpáticos e que estão ao nosso dispor para nos servir os maravilhosos pratos que por lá se fazem.

A comida é tradicional e feita com primor.

A relação qualidade/preço é excelente, podendo-se comer comida tradicional, bem confecionada, por um preço justo.

Muito mais poderíamos elogiar este restaurante mas vamos apenas deixar-vos um cheirinho daquilo que foi provado e aprovado:

Entradas:
     - Carapaus Albardados
     - Moura Frita com Grelos
     - Fofos de Bacalhau

Prato Principal:
     - Nicós de Vitela Assada no Forno, acompanhado com batata assada e Salada.


Sobremesa:
     - Leite-creme
     - Delicia Folhada


Acompanhou:
     - Agua
     - Vinho Verde
      (Temos de colocar uma nota sobre o Vinho, é um vinho de produção própria da casa, que é simplesmente MARAVILHOSO. Quem gostar de vinho gasoso vai ficar maravilhado com este vinho.)

Esperamos ter-vos deixado pelo menos com um bocadinho de água na boca e, já sabem, quando forem para aqueles lados aproveitem para conhecer este maravilhoso restaurante.

Informações Uteis:
Restaurante Águia D'Ouro
Rua Ferreira Caldas - 94
4812-431 Vizela
253 481 216
Facebook 

Beijos & Abraços

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Esparregado de Feijão-verde – Miguel

Olá a todos, ontem quando estava a fazer uma inspeção ao frigorífico, descobri uma mão cheia de feijão-verde, como já tinha feito sopa no fim-de-semana pensei em outras formas de o cozinhar, então lembrei-me de fazer Esparregado de Feijão-verde.

Fiz umas pesquisas nos blogues que costumo seguir, e descobri algumas formas de o fazer, assim, adaptei uma receita que descobri no blogue “Intrusa na Cozinha”.

Digo-vos que ficou bem bom, e por certo vou repetir!



Ingredientes:

500g Feijão-verde
3 Dentes de Alho
30 ml de Leite
Azeite, Sal e Pimenta qb
1 Colher de sopa de Amido de Milho (Farinha Maizena)

Preparação:

Arranje o Feijão-verde cortando as pontas e retirando o fio.

Descasque e pique os Alhos.

Dissolva a Farinha no Leite mexendo bem com uma colher ou uma vara de arames.

Confeção:

Comece por cozer o Feijão-verde em Água e Sal, quando estiver cozido passe por água fria abundante e corte-o em pedaços mais pequenos, para que seja mais fácil de cozinhar e adquirirem os sabores.

Faça um refogado com o Azeite e o Alho, deixe apenas refogar ligeiramente, adicionando de seguida o Feijão, deixe cozinhar uns 5/7 minutos, tempere com pimenta a gosto, acrescente agora a Farinha dissolvida no Leite envolvendo bem todos os ingredientes deixando em lume médio mais uma 3/4 minutos.

Com a varinha mágica triture bem o feijão e deixe no lume mais uns minutos para ir engrossando, retifique os temperos se necessário, apague o lume e deixe repousar uns minutos antes de servir.

Et Voilà - Bon Appétit